Essa possivelmente será a postagem menos espontânea de todo o blog.
Depois de passar um bom tempo programando esse pedacinho da internet
durante meu expediente, me sinto levemente compelido a postar algo como
uma forma de inaugurar e justificar para mim o tempo gasto.
As pessoas próximas a mim já devem ter ouvi eu falar "faz parte!" mais vezes do que qualquer outra expressão conhecida. De maneira geral, é assim que costumo lidar com os problemas que a vida joga no colo diariamente. Não sei se classificaria isso como otimismo, mas é próximo o suficiente para aceitar o termo.
À primeira vista, entendo que possa soar como a repetição vazia de uma expressão popular, tão popular que já nem pensamos no que ela diz quando a falamos isso durante a rotina diária. "Faz parte!" é um mantra que deveria nos lembrar que as dificuldades integram a vida, que são passageiras e que não são necessariamente ruins. Dizer isso para alguém que está em situação de bosta pode soar meio pau no cu, mas nem por isso deixa de ser verdade.
Internalizar o significado de um simples "Faz parte!" exige aprender a amar as dores da vida, o que é uma das coisas mais difíceis que se pode cobrar de um ser humano, ainda mais de um que controla tão pouco o mundo ao seu redor. Aceitar essa falta de controle, porém, é o que torna a plenitude um sentimento verdadeiro, e não apenas a repetição em voz alta de "amor fati" na esperança de que a frase se realize.
Então hoje, quando meu chefe vier reclamar comigo sobre as tarefas não entregues, direi a ele que Faz parte!